PAC 2 terá R$1 trilhão de investimentos

Publicado em: 07/04/2010

Planejado para dar o suporte à plataforma eleitoral da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff à Presidência, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) nasceu no dia 29 de março inflada por natureza, prevendo cerca de R$ 1 trilhão em investimentos no período 2011 a 2014.

Esse volume de recursos — o dobro da estimativa inicial do PAC-1, de R$ 504 bilhões, em janeiro de 2007 — já está sendo ventilado entre parlamentares e assessores do governo, e incluirá recursos orçamentários, das estatais e da iniciativa privada.

No entanto, mesmo lançando o PAC-2, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará para o próximo uma conta estimada em R$ 35,2 bilhões, conforme publicou O GLOBO no último domingo. A conta é referente a obras do PAC contratadas entre 2007 e 2010 e que não serão executadas nem pagas na atual gestão.

Para chegar a um número tão redondo — e ao mesmo tempo emblemático —, o governo deverá lançar mão de parte da estratégia usada no PAC original.

Segundo fontes ligadas às discussões na Casa Civil, serão incluídos os contratos de compra de imóveis, novos e usados, e até os empréstimos para reforma financiados à pessoas físicas pela Caixa Econômica Federal e por bancos privados.

Atualmente, esses financiamentos somam R$ 137 bilhões, contabilizados como obras concluídas. O PAC-2 deve começar assumindo uma meta de R$ 250 bilhões em financiamentos.

Também será incorporada ao programa, uma parcela considerável dos investimentos previstos pela Petrobras, vitaminados com a exploração dos campos do pré-sal já licitados e de novas áreas.

Só o projeto piloto de produção no campo de Tupi, em curso, está orçado em cerca de R$ 8 bilhões. Nos próximos anos, campos como Iara e Júpiter deverão começar a produzir.

Também deve entrar no PAC-2 a construção das refinarias Premium de Maranhão (estima-se que não sairá por menos de R$ 30 bilhões) e do Ceará.



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