Opções de investir em um imóvel com R$600,00 mensais

Publicado em: 06/04/2010

O leitor Fernando quer se mudar. Ele está em busca de um apartamento que custe cerca de R$ 100 mil, para daqui a um ano. Juntos, ele e a noiva têm uma renda mensal de R$ 1,6 mil, sendo que R$ 1 mil estão reservados para as despesas do dia a dia.

Problema: eles não têm nenhuma poupança.Há um ponto a favor de Fernando: O crédito para habitação nunca esteve tão fácil no Brasil, e certamente há opções que irão caber no bolso.

Pela sua renda, ele se enquadra no Programa Federal "Minha Casa, Minha Vida", que concede subsídios para quem tem renda de até R$ 4,9 mil ao mês. Esses subsídios são maiores quanto menor é a renda do contratante, e o leitor deve entrar em uma das faixas mais beneficiadas.

Esse programa vale apenas para imóveis novos e, na prática, as construtoras têm trabalhado o "Minha Casa, Minha Vida" para venda de imóveis na planta. Essa opção dá aos compradores a possibilidade de parcelar o valor da entrada enquanto o prédio está em construção, o total precisa estar pago quando as chaves forem entregues.

Araújo observa que algumas construtoras montaram planos em que o cliente paga parcelas baixas (podem chegar a R$ 50) durante a construção do prédio. “São estratégias desenhadas para pessoas que estão morando de aluguel e não podem se comprometer com parcelas altas”, explica.

Mas Fernando tem alguma capacidade de poupança e um pouco de tempo, então pode até pensar mais alto. Se ele puder poupar R$ 600 por mês durante um ano, como diz, o economista acredita que ele terá condições de tentar um apartamento maiorzinho – dois quartos com suíte ou um três-quartos pequeno. Ou pode começar o financiamento agora e poupar um pouco menos. Afinal, ele também terá de mobiliar a casa nova.

Quanto a onde guardar esse dinheiro, não há segredo: a boa e velha caderneta de poupança dá conta do recado, com as suas conhecidas vantagens: liquidez (ou seja, você pode sacar a qualquer hora), isenção de imposto e a ausência de valores mínimos para investir. O importante é a disciplina de guardar dinheiro todos os meses, tendo em mente que o objetivo – o apartamento novo – vale o esforço.

Ainda há quem torça o nariz quando se fala em poupança, mas a verdade é que investidores mais qualificados estão olhando para ela com carinho. Segundo dados do Banco Central, em fins de 2008 havia 3.822 correntistas com saldo em poupança superior a R$ 1 milhão. No apagar das luzes do ano passado, eram 4.980 – um crescimento de 30,3%.

Ah, o Fernando esqueceu de dizer se tem algum valor guardado no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Quando se trata de comprar imóvel, com a nova liberação pela Caixa Econômica para o consórcio de imóveis, ele faz uma tremenda diferença.



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