Nova fase do "Minha Casa, Minha Vida" terá até 3 mi

Publicado em: 19/03/2010

A fase dois do programa "Minha Casa, Minha Vida" deverá prever a construção de dois a três milhões de novas residências no País, informou ontem o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão. Segundo ele, que participa das discussões sobre o tema com o governo, os estudos consideram uma duração de quatro anos para a nova etapa, de 2011 a 2014.

O programa 2 de  "Minha Casa, Minha Vida"  deve ser mais ambicioso, beneficiando de forma mais ampla as famílias com renda até três salários mínimos. Segundo Safady,  pelo menos 50% das unidades serão destinadas a essa faixa de renda. Porém, o volume pode chegar a 75%.

Na primeira edição do prgoama "Minha Casa, Minha Vida" o governo definiu que 40% de 1 milhão de unidades previstas vão para o grupo até três salários. Até agora, segundo ele, foram contratadas 750 mil unidades. A contratação é a fase que antecede a construção do empreendimento.

O subsídio do Tesouro será tanto maior quanto for a meta do programa. Safady comentou que, se o alvo for a construção de dois milhões de casas, o subsídio total do Tesouro em quatro anos, incluindo não só o grupo até três salários mínimos, mas também de três a seis, será de R$ 48 bilhões. Se a meta for de três milhões de unidades, o subsídio para os anos de 2011 a 2014 será de R$ 72 bilhões, nos cálculos dele.

Safady disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está "entusiasmado" e quer uma meta ambiciosa para o programa 2 de "Minha Casa, Minha Vida". Mas no governo ainda há divisão sobre se é mais adequado trabalhar com um número maior ou menor como alvo.

Isso porque questiona-se não só a questão do subsídio, mas também  a viabilidade prática, dados os gargalos que existem no País, como mão de obra, material para construção e falta de terrenos. "Eu mesmo sou a favor de dois milhões de unidades, porque há muita preocupação com essas questões. Se o programa estiver indo bem, essa meta pode ser revista", disse Safady, que participa da 2.ª Conferência Internacional de Crédito Imobiliário, promovida pelo Banco Central.



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