"Minha Casa, Minha Vida" revigora as ofertas do setor

Publicado em: 08/04/2010

A perspectiva de um ano favorável para a economia brasileira, combinada às obras do programa "Minha Casa, Minha Vida" e à realização futura da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil, serviu de gatilho para uma nova safra de ofertas de ações de empresas de construção no Brasil.

O elevado número de empresas ligadas ao ramo imobiliário, com capital aberto, mais de duas dúzias na Bovespa, não deve inibir um movimento superior ao registrado em 2009 em termos de IPOs (ofertas iniciais, na sigla em inglês), retomada de processos de abertura de capital interrompidos pela crise e venda de ações por empresas que já estão na Bolsa.

"O principal fator multiplicador dessas ofertas é que o mercado imobiliário residencial está muito forte e carrega junto a necessidade por estrutura comercial", disse à Reuters o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestana.

Segundo ele, é esse movimento que está impulsionando a ida de empresas de shopping centers e infraestrutura à Bolsa. "Não vejo qualquer indício de bolha. Pelo contrário, as empresas estão se estruturando, fortalecendo e atendendo a demanda, que hoje está tremendamente maior que a oferta", disse.

Na quarta-feira, a Sonae Sierra Brasil, empresa de shopping centers, pediu registro à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para seu IPO, em uma oferta primária. Os principais sócios da companhia são a norte-americana Developers Diversified Realty e a portuguesa Sonae Sierra. Dias antes, a WTorre Empreendimentos Imobiliários informou que apresentou à CVM o pedido de registro de oferta pública inicial primária e secundária de ações da companhia.

Para Crestana, a possibilidade de novas fusões e aquisições no setor este ano também não significa uma contramão para novas ofertas. "Há espaço para ambas estratégias e não me surpreenderia se mais 10 empresas do setor lançarem ações este ano."



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